Pregoeiro: o que é, o que faz e formação necessária para o cargo
O pregoeiro é uma das figuras presentes na modalidade de licitação conhecida como pregão.
Continue a leitura para conferir nosso guia completo sobre o cargo. Entenda o que é, qual a sua função, formação, entre outras informações importantes.
O que é um pregoeiro?
O pregoeiro é uma das figuras mais importantes de um pregão. Uma vez que ele é o gestor e responsável pelo certame licitatório e ao mesmo tempo um negociador das propostas.
De acordo com a Nova Lei de Licitação, a Lei nº 14.133/2021, sua responsabilidade não se limita apenas à fase externa da licitação, mas se estende a garantir a legalidade, eficiência e economicidade do processo licitatório como um todo.
Sendo assim, ele é responsável por buscar a proposta mais vantajosa para a Administração Pública.
O que faz o pregoeiro? Entenda suas funções
Suas funções, anteriormente definidas pela Lei nº 10.520/2002 (Lei do Pregão), agora estão consolidadas no novo marco legal de licitações e contratos (a Nova Lei de Licitações), que regulamenta todas as modalidades de licitação no Brasil.
Além disso, as normas específicas para a condução do pregão, especialmente o pregão eletrônico, seguem previstas nos regulamentos editados pelo Poder Executivo, como o Decreto nº 10.024/2019, que permanece em vigor.
Ele é quem, junto com uma equipe de apoio, é responsável por receber propostas, analisar, classificar, habilitar e adjudicar contratos dentro do processo de licitação.
Também cabe a ele a negociação dos valores, visando chegar ao menor preço, a análise dos recursos eventualmente apresentados, e outras funções.
A nova legislação enfatiza a importância da segregação de funções no processo licitatório. Isso significa que o pregoeiro não deve acumular responsabilidades que possam comprometer a imparcialidade e a integridade do certame, como a elaboração do edital do pregão ou a definição do objeto da licitação. Essa separação de funções visa prevenir conflitos de interesse e garantir a lisura do processo.
É importante destacar que o pregoeiro não atua sozinho. Ele conta com uma equipe de apoio, que o auxilia na análise documental, no registro das sessões e na condução dos trâmites administrativos, assegurando que todas as etapas ocorram com transparência e eficiência.
O pregoeiro também permanece com responsabilidades após o encerramento da disputa. Ele deve registrar em ata as decisões tomadas durante o processo, organizar os documentos e encaminhar o processo para homologação pela autoridade competente.
Caso ocorra alguma falha durante a condução do certame, o pregoeiro poderá ser responsabilizado. A responsabilização pode se dar nas esferas administrativa, civil ou penal, principalmente em casos de negligência, favorecimento ou descumprimento da legislação vigente.
Confira algumas de suas atribuições:
- Coordenar todo processo licitatório;
- Com o apoio do setor responsável pela elaboração do edital do pregão, receber, examinar e decidir as impugnações e consultas ao documento;
- No caso de pregão eletrônico, conduzir a sessão pública na internet;
- Verificar a conformidade da proposta com os critérios do edital;
- Conduzir os lances;
- Verificar e julgar a habilitação dos participantes;
- Receber, examinar, decidir e encaminhar os recursos à autoridade competente;
- Indicar o vencedor da licitação;
- Adjudicar o objeto diretamente, sem necessidade de remessa à autoridade superior, salvo em caso de delegação contrária;
- Conduzir os trabalhos da equipe de apoio;
- Assegurar a aplicação dos princípios gerais das contratações públicas, como eficiência, economicidade e competitividade.
– Leia também: Pregão presencial: como funciona, quando ocorre, quem pode participar e fases
Qual a formação do pregoeiro? Quem pode ser designado?
A seleção do pregoeiro não pode ser realizada de forma aleatória. Não são todos os servidores públicos que podem ser designados para desempenhar a função.
Desta forma, a escolha deve ser feita pelos servidores do órgão, junto com a equipe que o auxiliará, como citado anteriormente.
Além disso, ele deve cumprir alguns requisitos de capacitação da área. Por exemplo, deve ser um profissional preparado para a função e ter realizado curso específico de formação em licitações e contratos, conforme exigido pela Lei nº 14.133/2021, que prioriza a capacitação contínua dos envolvidos no processo licitatório.
De acordo com a Lei nº 14.133/2021, o pregoeiro deve obrigatoriamente ser um servidor efetivo ou empregado público pertencente aos quadros permanentes da Administração Pública. Isso reforça a profissionalização e a capacitação para garantir a eficiência e transparência nos processos.
Além disso, o pregoeiro deve possuir habilidades específicas, como capacidade de negociação, liderança e conhecimento técnico aprofundado sobre normas que regem as licitações públicas. Essas competências são fundamentais para conduzir o processo de forma eficaz, assegurando que a Administração Pública alcance a proposta mais vantajosa.
Outras habilidades desejáveis incluem proatividade, postura ética, clareza na comunicação, habilidade de análise crítica e capacidade de tomar decisões com base em critérios legais e técnicos. O pregoeiro precisa agir com firmeza, porém de forma imparcial e respeitosa, especialmente diante de situações de impugnações ou recursos.
Vale lembrar também que a capacitação do pregoeiro não deve ser pontual. A Nova Lei de Licitações valoriza a atualização contínua dos profissionais da área, o que demanda que o pregoeiro participe periodicamente de cursos, seminários e treinamentos sobre legislação, jurisprudência, sistemas informatizados e boas práticas administrativas.
Pregoeiro: mais do que um cargo, uma responsabilidade pública
O pregoeiro desempenha um papel fundamental para garantir que as contratações públicas ocorram de maneira transparente, eficiente e em conformidade com a legislação.
Mais do que apenas conduzir sessões, ele é um profissional qualificado, com um conhecimento técnico sólido e uma visão estratégica apurada. Com a Nova Lei de Licitações, a importância de sua atuação cresceu ainda mais, exigindo atualização constante e responsabilidade na condução dos processos.




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