Confira os 12 produtos que o governo mais compra e comece a licitar
Você já se perguntou quais são os produtos que o governo mais compra? O mercado de licitações representa uma oportunidade de ouro para fornecedores que desejam expandir suas vendas e aumentar a visibilidade de seus produtos ou serviços.
Se você tem interesse em entrar nesse segmento e vender para o governo, este artigo é para você.
Resumo
- O governo federal, estadual e municipal compra de praticamente todos os segmentos: alimentos, medicamentos, TI, limpeza, material de escritório, vestuário e muito mais;
- Os produtos com maior frequência de processos licitatórios são itens de consumo cotidiano, presentes nos pregões de praticamente todos os órgãos públicos do país;
- Os segmentos com maior volume financeiro são saúde e medicamentos, tecnologia da informação, combustíveis e infraestrutura;
- O antigo Painel de Preços foi descontinuado em julho de 2025. A fonte oficial atual para consultar produtos e preços praticados é a Pesquisa de Preços Lite, disponível em pesquisaprecos.compras.gov.br, sem necessidade de login.
- Para vender ao governo, o primeiro passo é ter o SICAF ativo e regular no Compras.gov.br, o cadastro é gratuito e totalmente digital.
O que o Governo compra com licitações?
A variedade de produtos e serviços comprados pelo poder público é muito maior do que a maioria das empresas imagina. Saúde, educação, segurança, administração e infraestrutura são áreas que demandam fornecimentos contínuos e variados. O orçamento vem das três esferas (federal, estadual e municipal) e os processos acontecem ao longo de todo o ano em milhares de órgãos espalhados pelo Brasil.
Para o fornecedor, entender o que o governo quer comprar e em que volume é uma vantagem competitiva, uma vez que permite focar nos segmentos certos, preparar a documentação adequada e participar dos pregões mais importantes para o seu nicho.
Como consultar os dados de compras públicas atualmente
Até julho de 2025, a principal referência para acompanhar quais produtos o governo mais comprava era o Painel de Preços do antigo portal do Ministério do Planejamento. A partir dessa data, o painel deixou de ser atualizado, embora ainda esteja disponível para consulta histórica.
As fontes oficiais atuais são:
- Pesquisa de Preços Lite (pesquisaprecos.compras.gov.br): versão simplificada e gratuita, sem necessidade de login. Permite consultar valores e volumes de compras homologadas por produto específico;
- Painel de Compras (paineldecompras.economia.gov.br): visão geral de processos, contratos, atas de registro de preços e empenhos por órgão e objeto;
- Dados Abertos do Compras.gov.br: base completa de contratações da administração federal, disponível para download e consulta via API.
Para saber se o seu produto tem demanda no governo, acesse a Pesquisa de Preços Lite, pesquise pelo nome do item e filtre por período. O resultado mostra quantas vezes o produto foi adquirido, os valores médios praticados e quais órgãos compraram. Essas são informações essenciais para formular uma proposta competitiva.
— Veja também: Como funciona o pregão eletrônico
Quais são os produtos que o governo mais compra?
De forma geral, os produtos que o governo mais compra se concentram em algumas categorias principais. Por frequência de processos, lideram os itens de consumo cotidiano, como alimentos, material de limpeza e material de escritório aparecem nos pregões de praticamente todos os órgãos, em todas as esferas. Por volume financeiro, os maiores contratos estão em saúde, tecnologia da informação, combustíveis e obras de infraestrutura.
Veja 12 exemplos práticos de produtos com alta demanda pública, organizados por categoria, e entenda por que cada um representa uma oportunidade para fornecedores.
1. Alimentos e gêneros alimentícios
Frutas, legumes, grãos, laticínios, café, condimentos e produtos processados estão entre os itens com maior número de processos licitatórios no país. A demanda é impulsionada pelo PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar), que abastece cerca de 40 milhões de estudantes da rede pública, e pelos refeitórios e copas de órgãos federais, estaduais e municipais. É um segmento com alta frequência de pregões e acesso real para empresas de todos os portes.

2. Material de limpeza e higiene
Detergentes, desinfetantes, sabão, álcool, papel higiênico e produtos de higienização são comprados de forma contínua por praticamente todos os órgãos públicos do Brasil, desde pequenas prefeituras até grandes ministérios e hospitais federais. Por serem itens padronizados e com especificações objetivas, costumam ser licitados por pregão eletrônico com critério de menor preço, o que facilita a participação de fornecedores de qualquer região.

3. Material de escritório e expediente
Papel A4, canetas, pastas, grampeadores, envelopes, fitas adesivas e cartuchos de impressora são consumidos continuamente em todos os órgãos públicos. Embora o valor unitário seja baixo, o volume e a frequência de compras são altíssimos. São os itens com maior número de processos licitatórios no governo federal. Para distribuidores e atacadistas, é uma oportunidade de receita recorrente com contratos de registro de preços.
4. Medicamentos e insumos de saúde
Este é um dos segmentos com maior volume financeiro nas compras públicas brasileiras. O Ministério da Saúde investe bilhões anualmente em medicamentos do SUS, vacinas e insumos hospitalares. O acesso exige registro na ANVISA e, para produtos de origem animal ou biológicos, registro no MAPA ou órgão equivalente. A complexidade regulatória é maior, mas os contratos são expressivos e longos, principalmente os formalizados via ata de registro de preços federal.
5. Equipamentos de informática
Computadores, notebooks, monitores, servidores, impressoras e periféricos são comprados em volume significativo por órgãos de todas as esferas. A demanda é constante, porque cada nova gestão, expansão de infraestrutura ou substituição de equipamentos obsoletos gera novos processos licitatórios. Por serem bens com especificações técnicas objetivas (processador, memória, armazenamento), são licitados por pregão eletrônico com critério de menor preço.
6. Software e serviços de TI
Licenças de software, serviços de suporte técnico, desenvolvimento de sistemas, infraestrutura em nuvem e segurança da informação representam um dos segmentos de maior crescimento nas compras públicas. O governo federal gastou mais de R$ 10 bilhões em TI em 2025. As contratações seguem normas específicas (IN SGD/ME nº 94/2022) e costumam usar critério de julgamento técnica e preço para projetos mais complexos. Para startups e empresas de tecnologia, é um mercado com demanda crescente e contratos de longa duração.
7. Mobiliário
Cadeiras, mesas, armários, estantes e mobiliário ergonômico são comprados regularmente por órgãos públicos em processos de implantação, reforma ou renovação de espaços. Prefeituras e secretarias estaduais são grandes compradores desse segmento, especialmente para equipar escolas e postos de saúde. O mobiliário escolar (carteiras, cadeiras de aluno e conjuntos de refeitório) aparece com frequência expressiva nos pregões do FNDE.

8. Uniformes e vestuário
Fardamentos para forças de segurança, uniformes escolares, EPIs para servidores de campo e roupas de trabalho para funcionários de limpeza e saúde são licitados com regularidade por órgãos de segurança, secretarias de educação e hospitais públicos. Contratos de registro de preços com vigência de até 12 meses, e prorrogáveis por mais 12, permitem ao fornecedor garantir receita estável sem precisar ganhar um novo pregão a cada entrega.
9. Combustíveis
Diesel, gasolina, etanol e arla para a frota pública são contratados em volumes expressivos pelas Forças Armadas, Polícia Federal, polícias estaduais e órgãos com grande quantidade de veículos. O custo total é alto e a demanda é contínua, o que torna o segmento atrativo para distribuidoras com capacidade logística adequada. A contratação costuma ser feita por sistema de registro de preços com entregas parceladas ao longo do ano.
10. Serviços de limpeza e conservação
Este é um dos segmentos com maior volume de contratos de serviços continuados no Brasil. Praticamente todo prédio público contrata serviços terceirizados de limpeza. Os contratos costumam ter vigência de 12 meses com prorrogações sucessivas por até 5 anos, o que garante previsibilidade de receita para empresas do setor. A habilitação exige regularidade trabalhista e previdenciária completa, além de alvará de funcionamento.
11. Livros e materiais didáticos
O Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), gerido pelo FNDE, é um dos maiores programas de compra pública de livros do mundo. Editoras, distribuidoras e gráficas com capacidade de atender grandes volumes têm nesse segmento uma oportunidade de contratos expressivos e recorrentes. Além do PNLD federal, secretarias estaduais e municipais de educação compram material didático complementar ao longo do ano por meio de pregões próprios.
12. Equipamentos médico-hospitalares
Camas hospitalares, equipamentos de diagnóstico por imagem, instrumental cirúrgico, monitores multiparamétricos e EPIs hospitalares são comprados por hospitais federais, secretarias estaduais de saúde e municípios com unidades de saúde próprias. O segmento exige registro na ANVISA e, em muitos casos, assistência técnica local, o que protege os fornecedores estabelecidos e oferece margens mais sustentáveis do que em categorias com menor regulação.
— Saiba mais: Como funcionam os Recursos Administrativos nas licitações
Vendas para o Governo: por onde começar?
Independente do produto ou serviço, o caminho para vender ao governo passa pelos mesmos passos fundamentais. Com a Lei 14.133/2021 e a digitalização completa do Compras.gov.br, o processo ficou mais acessível, sem necessidade de ir presencialmente a nenhum órgão.
Como vender para o governo passo a passo
- Regularize sua empresa: Certifique-se de que o CNPJ está ativo e que não há débitos fiscais, trabalhistas ou previdenciários. Certidões negativas são verificadas em todo processo de habilitação;
- Faça o cadastro no SICAF: O Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores é a porta de entrada para o mercado federal. O cadastro é gratuito e feito pelo Compras.gov.br com conta Gov.br nível prata ou ouro;
- Identifique o código CATMAT do seu produto: Cada produto tem um código específico no catálogo oficial. Saber esse código permite monitorar pregões por categoria e consultar preços praticados na Pesquisa de Preços Lite;
- Monitore os editais abertos: Acompanhe o Compras.gov.br, o PNCP e outros portais de licitação regularmente. Ferramentas de monitoramento automático centralizam as oportunidades em um único painel com alertas configuráveis por palavra-chave;
- Prepare uma proposta competitiva: Use os dados da Pesquisa de Preços Lite para entender os preços de referência e formule sua proposta dentro de uma margem realista, uma vez que propostas com preços inexequíveis gera desclassificação;
- Participe do pregão e acompanhe a sessão: Durante a sessão, fique atento ao chat do pregoeiro. Use ferramentas que automatizam os lances para não perder o momento certo de dar um lance decisivo.
– Lei a também: Como participar de licitações? Guia completo para iniciantes
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Participar de licitações com consistência exige monitorar dezenas de portais simultaneamente, acompanhar sessões de pregão em tempo real e nunca perder um prazo. Fazer isso manualmente é inviável para quem quer escalar a participação.
O Lance Fácil é integrado aos principais portais de licitação do Brasil, incluindo Compras.gov.br, BLL Compras, BNC, LicitaNet, Licitar Digital e outros. Com ele, você monitora automaticamente os editais importantes para o seu segmento, recebe alertas assim que um pregão compatível é publicado e participa das sessões com lances automáticos configurados dentro dos seus parâmetros de margem.
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FAQ: Perguntas frequentes sobre o que o governo mais compra
Qualquer empresa pode vender para o governo?
Sim. Não há restrição de segmento, porte ou localização para participar de licitações públicas. Microempresas e EPPs têm inclusive benefícios garantidos pela LC 123/2006, como o empate ficto e licitações exclusivas para contratos de menor valor. O requisito essencial é ter a documentação fiscal e jurídica em ordem.
Como saber se o meu produto tem demanda no governo?
Acesse a Pesquisa de Preços Lite em pesquisaprecos.compras.gov.br, sem necessidade de cadastro. Digite o nome do produto, filtre por período recente e veja quantas vezes o item foi adquirido, os valores médios praticados e quais órgãos compraram. É a fonte oficial mais atualizada disponível atualmente para consulta pública.
O Painel de Preços ainda funciona?
O Painel de Preços (paineldeprecos.planejamento.gov.br) parou de ser atualizado em julho de 2025 e não recebe mais dados novos. Ele ainda está acessível para consulta histórica, mas os dados mais recentes estão na Pesquisa de Preços Lite do Compras.gov.br, a ferramenta que o substituiu para uso público.
Preciso estar cadastrado em todos os portais para vender para o governo?
Não necessariamente. Para o governo federal, o SICAF no Compras.gov.br é o cadastro central. Para estados e municípios, cada ente pode usar portais próprios (BLL Compras, BNC, Licitar Digital, entre outros) que têm cadastros independentes. Identifique quais portais são usados pelos órgãos que você quer atender e cadastre-se nos que são relevantes para o seu mercado.
MEI pode vender para o governo?
Sim, desde que o objeto do edital seja compatível com o porte e a atividade do MEI. Muitos pregões de menor valor são acessíveis, especialmente dispensas eletrônicas. A limitação prática é o teto de faturamento anual do MEI (atualmente R$ 81 mil), que pode ser incompatível com contratos de maior volume.
Com que frequência o governo realiza pregões?
Diariamente. Prefeituras, estados e órgãos federais publicam novos editais todos os dias úteis, ao longo de todo o ano. O volume é tão expressivo que monitorar manualmente é inviável para quem quer participar de forma sistemática, ferramentas de monitoramento automático são essenciais para identificar as melhores oportunidades no momento certo.



Comentários
11 Comentários
Como venter
Como vender para governo
Sou Mei e estou com parcelamento do mei. Posso vender produtos pro governo?
Olá, Silene! É necessário informa-se pontualmente, devido às exigências de documentação de alguns editais.
queria saber mais a cerca do modelo de negócio de vocês esse é grátis ou pago a expressão para licitação e vendas para o governo fácil e prático
Olá, Valdivino! O teste do nosso software é grátis durante 7 (sete) dias. Após esse período, você pode optar por assinar os planos mensal, semestral ou anual dos nossos módulos, que são independentes. Ou seja, se você desejar continuar utilizando apenas a busca de editais ou lances automáticos, pagará somente pela contratação deles.
Foi muito bom encontrar esse tipo de informação
Bom dia, para minha empresa participar de licitação precisa ter um tempo minimo de existência?
Olá! Não existe um tempo mínimo de existência. Porém, é necessário cumprir todos os requisitos de habilitação técnica, jurídica e fiscal exigidos nos editais. Em vez de tempo de CNPJ, o edital costuma exigir atestados de capacidade técnica para provar que sua empresa já realizou serviços ou vendeu produtos similares anteriormente.
Ola, como vou participar a primeira vez se nao tenho atestado de capacidade técnica.? Como resolveria isso? Começaria por algo pequeno….enfim. me oriente por favor.
Olá, Carla, como vai? A solução nesse caso é buscar editais simplificados que não exijam esse documento (como dispensas eletrônicas) ou iniciar prestando serviços/fornecendo para empresas privadas para emitir seu primeiro atestado.
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